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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Elucubrações sobre a religião em mundos de RPG

Independente de suas crenças ou visão sobre a religião no mundo real, não existe como negar que a religião foi uma força poderosíssima ao longo da história da humanidade. Organizações religiosas ajudaram a expandir e derrubar impérios, destruir ou disseminar ideias e influenciaram as mentes tanto de governantes como das pessoas comuns desde sempre até hoje. Em mundos de RPG, as religiões são igualmente importantes, elas ajudam a dar forma aos cenários além de serem elemento central na vida de muitos personagens. Entre os arquétipos clássicos da fantasia medieval, o clérigo, o paladino e o druida são, de uma forma ou de outra, sacerdotes. Mas, a religião dos mundos de RPG faz sentido? Podemos melhorar o modo como usamos essa ferramenta em nossos jogos de RPG?

O panteão grego - mesmo eles concordavam em alguma coisa!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Azóz, o bugbear assimétrico

O manual das raças de Tormenta é um livro fascinante, não apenas por nos apresentar mais de 30 raças (incluindo sub-raças variantes) ele apresenta uma coleção impressionante de talentos raciais criativos e inesperados. Esse conjunto abre uma enorme gama de possibilidades, permitindo que mestres e jogadores criem personagens que se desviam dos moldes clássicos, mas ainda se encaixam na salada de fantasia de Arton. Inspirado por todas essas opções, eu acabei criando alguns NPCs interessantes para aventuras em Tormenta, alguns mais criativos do que outros. Hoje conheça Azóz, o bugbear assimétrico.

Azog, um dos principais vilões dos filmes do Hobbit. Qualquer coicidência entre Azóz e Azog é mera semelhança...

sexta-feira, 18 de março de 2016

Ganchos de aventuras envolvendo a resistência élfica em Lamnor

Em uma postagem passada, apresentei uma visão alternativa para a princesa Tanya, em que ela é a líder de uma resistência élfica contra a Aliança Negra ao invés de refém dos goblinóides. Hoje vamos falar um pouco sobre a organização dessa resistência e sobre ideias de aventuras em Lamnor.

Goblin, hobgoblin, bugbear, ?????.
(A imagem pertence à editora Wizards of the Coast)


sexta-feira, 11 de março de 2016

Coelhinhos assassinos!

Coelhos, criaturas aparentemente inofensivas que conquistam qualquer um com sua fofura extrema. O que muitos esquecem, é que tal qual roedores, coelhos possuem incisivos poderosos capazes de destruir madeira e descarnar os incautos (embora coelhos não sejam roedores!). Pior, coelhos são mestres da fuga e da furtividade, sempre fugindo de predadores muito maiores e mais poderosos que eles. É por tudo isso que você jamais deve subestimar um coelho e, especialmente , você não deve subestimar estes coelhos!

Dois coelhos capangas imobilizam sua vítima.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Pensamentos sobre o (des)equilíbrio de forças no Panteão de Arton

Recentemente, eu estava fazendo uma lista dos deuses de Arton e separando por Tendência como parte da pesquisa para uma postagem. Essa informação consta no antigo Panteão d20, mas ele não estava disponível pra mim no momento. Ao realizar esse exercício, notei alguns padrões inesperados, e depois descobri que o blog Área de Tormenta já havia detectado e comentado sobre isso. Seguindo o espírito de papo de boteco do post do Área de Tormenta, resolvi escrever uma resposta com meus próprios pensamentos sobre o assunto.

Ilustração clássica do panteão de Arton por Érika Awano.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Uma visão diferente para a princesa Tanya

Um dos elementos mais clássicos do cenário de Tormenta RPG é a Aliança Negra, uma nação de orcs, goblinóides e outros humanoides monstruosos, liderados por um bugbear gigante que dominou todo o continente sul do cenário derrubando o reino élfico e uma dúzia de reinos humanos. Mas antes de Lenórienn cair, Thwor Ironfist, líder da Aliança Negra, escalou as muralhas da cidade no braço (sem parar pra descansar nem beber água) e raptou Tanya, a princesa dos elfos. Segundo o material oficial de Tormenta, a princesa é apenas uma prisioneira. Mas, há uns 2d6 anos atrás, eu mestrei uma aventura em que os heróis eram mandados ao continente sul para investigar a Aliança Negra, lá eles encontravam uma bem organizada resistência élfica, e adivinha quem era a líder dos rebeldes?

Elfa arqueira/maga pelo ilustríssimo Lobo Borges

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Drow, os vilões que todos amamos odiar para Tormenta RPG

Drow, os elfos negros, são uma das raças mais populares do Dungeons & Dragons e, por consequência, dos RPGs medievais em geral. Arton não possui drow nativos, o mais próximo dos drow que existe em Arton é uma seita de elfos adoradores de Tenebra conhecidos como elfos negros. Ou seja, os elfos negros de Arton são uma organização e não propriamente uma raça. Os drow, por outro lado, são uma raça orgulhosa e maligna que habita o território subterrâneo conhecido como Underdark. Nessa postagem, vamos pensar um pouco sobre como incluir esses amáveis vilões em nosso cenário favorito.

Drows roubados do DeviantArt do artista Francis Tsai

A volta da Montanha, mais pensamentos e expectativas sobre Tormenta RPG.

Sim, queridos 1d6 leitores, a montanha voltou! Espero que alguém ainda apareça por aqui para ler! Depois de praticamente 3 anos sem postar nada , aqui estou eu de novo. Nesse periodo, a Jambô publicou o Guerra dos Tronos RPG (ainda não joguei) e até a nova versão dos Reinos de Ferro (nem vi o livro ainda). A quarta edição de D&D pediu pra sair, a Daemon e a Devir aparentemente entraram em torpor e o 3D&T voltou a todo vapor! Estou ignorando as demais editoras porque não sei o que se passa mesmo, a única coisa que eu sei é que tem milhões de projetos de crowdfunding bombando por aí.

O melhor dessa capa é que ela inclui os dois monstros que eu mais gostei.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Jambô anuncia lançamento de As Crônicas de Gelo e Fogo RPG!

Ainda estou espantadíssimo de não ter visto nada sobre isso na internet! Então anuncio eu! A Jambô anunciou na última DragonSlayer que vai lançar o RPG das Crônicas de Gelo e Fogo no Brasil! [Comemoração efusiva!]

Tentei escolher uma imagem não manjada... a foto foi surrupiada do sita da série mesmo.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Primeiras Impressões sobre Shotgun Diaries

Como vocês possivelmente sabem, ou não, a RedBox Editora anunciou recentemente o lançamento do RPG de sobrevivência zumbi: The Shotgun Diaries, de John Wick. Eu ainda não recebi meu livro, MAS, graças à promoção de lançamento eu ganhei o direito abaixar o pdf! E, portanto, já posso dizer algo sobre o jogo.

Uma imagem fala mais do que mil palavras...
E um palavrão vale pelo menos umas quinhentas palavras comuns

domingo, 9 de outubro de 2011

Elucubrações sobre a herança genética em Arton - Minotauros e Cromossomos

Se semana passada concluímos que as medusas são fêmeas humanas aberrantes, seguindo a mesma linha de raciocínio, podemos concluir que minotauros são machos humanos aberrantes. E hoje vamos levantar uma hipótese de como isso ocorre.


Minotauro megaboga por SolidSake

sábado, 1 de outubro de 2011

Elucubrações sobre a herança genética em Arton - Medusas e Mitocôndrias

Se você parar pra pensar, as medusas de Arton não são exatamente uma espécie. Elas não formam populações próprias, não formam um grupo reprodutivo separado da espécie humana, já que elas necessitam de machos humanos para produzir prole.

Eu sei que as medusas de Arton não tem cauda, mas essa imagem é muito foda. Veio daqui.


domingo, 25 de setembro de 2011

Bestiário - Tucano Infernal!

O Tucano infernal

Tucanos infernais são aves inteligentes com características reptilianas que usam de esperteza e uma leve dose de telepatia para jogar seres (não muito) inteligentes uns contra os outros. Por semearem a discórdia, muitos dizem que eles foram criados pelo corruptor Sszzaas, mas por usarem a verdade para incitar a violência, há quem diga que eles são crias degeneradas da própria Tanna-Toh.

sábado, 21 de maio de 2011

Avaliação do Bestiário de Arton

Poucos dias atrás chegou ao meu feliz lar um exemplar do Bestiário de Arton, por Brauner e Francisconi. Eu não li o livro todo, mas já li uma boa parte ... e adorei o livro! Valeu a pena comprar na pré-venda!

O Bestiário de Arton e seus antecessores.
Uma coisa que eu estranhei foi a capa, não sei se foi intencional, ou se é apenas parte da variação inerente ao processo de impressão, mas a capa do meu bestiário está nitidamente mais clara do que a do Tormentão ou do Guerras Táuricas. Mas isso é só um detalhe, a ilustração é o dragão azul que todos viram, e está bem legal.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bestiário Online Montanha dos Monstros

Olá amigos roladores de dados! É com muita felicidade que anuncio que o blog Montanha dos Monstros agora conta com um índice organizado de criaturas, um Bestiário Online!

Imagem inédita do ataque do Opilião gigante!!! A ficha do meninão pode ser rapidamente localizada no bestiário.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nova classe básica para Tormenta RPG - O Brigão

Guerreiros lutam utilizando armas como espada , lança, martelo e arco. Monges lutam usando seus corpos e sua disciplina como armas supremas. Um brigão até usa seu corpo como arma, mas disciplina não é o seu forte...

Briga de verdade não é pra qualquer um...

Também conhecidos como brigadores, pugilistas, ou lutadores de rua, brigões são lutadores especializados em combate desarmado. Eles aprendem suas técnicas nas ruas, muitas vezes sem qualquer tipo de professor. Apenas levando porrada mesmo. Além de uma boa pancadaria, brigões costumam apreciar bebida forte, festas e uma boa aposta, de forma que eles muitas vezes estão envolvidos com criminosos e bandidos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tecnologia de Papel - miniaturas universais e customizáveis para RPG

Cansado de gastar toda a sua grana do estágio/iniciação científica em miniaturas D&D e depois comer pão com ovo até o fim do mês? Não agüenta mais usar o mesmo ciclope do RPGQuest como gigante, ogro, titã, troll atroz e até dragão? Exausto de explicar pros jogadores que o d30 não pode ser usado para jogadas de ataque, estando ali apenas para representar um ogro mago, observador ou chefe sahuagin? Seus problemas acabaram!

O ciclope o grifo e a medusa são do RPGQuest. O Beholder é do Livro dos Monstros, e o Golem eu desenhei.

Chegaram agora, agorinha mesmo, nesta postagem, as miniaturas customizáveis universais genéricas tabajara!

OK, chega disso...

A edição 3.5 do D&D (da qual eu gostei muito por sinal) trouxe as miniaturas e o tabuleiro quadriculado como elementos obrigatórios aos combates. Muita gente não gostou, mas quando eu tentei usar miniaturas no meu grupo, todos ficaram malucos!

Todos os jogadores (exceto um, ok) adoraram a idéia. Era um grupo bem porradeiro, metade das sessões de jogo era praticamente só porrada. E não saber onde cada um estava era um problema constante. É claro que os combates passaram a demorar mais com o uso de miniaturas, mas pela primeira vez pudemos usar as regras de ataque de oportunidade, por exemplo.

Mas eu preciso dizer que eu nunca comprei miniaturas de plástico ou metal, e nessa época ainda não tinha comprado meu RPGQuest Vol. 2. Então eu fui no PowerPoint e fiz umas miniaturas usando quadriláteros e linhas pontilhadas, é isso que está para download mais embaixo aqui no post. As miniaturas seguem o mesmo formato daquelas do RPGQuest e do StreetFighter RPG.


E os desenhos?

Não precisa ser nenhum gênio pra pensar em procurar imagens na internet e colar nas miniaturas... mas essa não é a única opção! Quando comecei com as miniaturas de papel, eu imprimia miniaturas com desenhos de silhuetas humanas (que eu roubei da ficha de GURPS). Os jogadores "customizavam" suas minis desenhando trajes e armas, e eu fazia o mesmo com os inimigos. Para os não humanóides eu imprimia a miniatura em branco (ou desenhava com a régua mesmo) e desenhava o monstro. Para que gosta de desenhar, uma ideia é fazer desenhos em tamanho A4 ou A5, escanear e usar na miniatura. A vantagem desse método é que você pode gerar miniaturas de monstros que você inventou, com as peculiaridades que você quiser.

O papel e a sustentação

Como não poderia deixar de ser, minhas primeiras miniaturas foram impressas em sulfitão vagabundo de gramatura 75g/m2. Nem preciso dizer que além de não pararem em pé, as malditas miniaturas voavam com qualquer respiração mais forte. A solução imediata, proposta pelos meus jogadores, foi usar um clipe de papel (que por sinal, é de metal) encaixado por baixo da miniatura. Com esse "lastro" a miniatura não caia nem voava. Mais do que isso, ás vezes levantava sozinha depois do personagem morrer!

Druida élfico de gênero incerto e escorpião gigante. O druida foi feito com sulfite comum.


Detalhe no clipe de sustentação do druida.

Mais tarde ainda eu achei na minha gaveta um bloco de papel cartonado de gramatura 180g/m2, reminiscente de antigas aulas de pintura em nanquim. Foi nessa época que eu comecei a desenhar os personagens para as miniaturas, afinal agora eu tinha material bom pra trabalhar! O golem da primeira foto foi feito dessa forma, eu fiz um desenho usando metade de uma folha A4 e imprimi numa miniatura de papel grosso. Impressoras jato de tinta comuns felizmente imprimem nesse papel grosso sem problemas, e com essa "densidade" de papel as miniaturas não voam nem caem sozinhas. Usando desenhos relativamente bons essas miniaturas em papel cartão ficam com aparência muito boa!

Trabalhando sem a impressora

Uma dica meio óbvia é que para monstros grandes e de desenho simples, a régua e a caneta são ótimas opções! Um monstro enorme já consome muito papel, mas precisa de poucas linhas, e desenhar uma lesma, elemental ou centopéia gigante não é difícil.

Centopéia gigante feita com caneta, régua e um pedaço de papel reciclado. Nesse caso dois clipes de sustentação são necessários, um de cada lado.

The Grid!

Sobre o tabuleiro agora. Por um bom tempo eu usei um tabuleiro formado por uma duas folhas A4 quadriculadas coladas em cima de uma cartolina. Mais tarde eu faria uma versão maior, e por fim usaria o grid do Livro do Mestre 3.5. Hoje em dia você pode comprar um RPGQuest ou o grid do Old Dragon, este último tendo a vantagem de você poder rabiscá-lo e apagar depois. Eu já pensei em usar tabuleiro de xadrez, mas nunca tive coragem...

Downloads

Temos aqui para download um arquivo ppt com miniaturas de tamanho médio e grande, uma folha com várias minis encaixadas e um grid quadriculado.

Para adicionar as imagens de sua preferência vá no menu Inserir -> Imagem, ou use o bom e velho CTRL+C CTRL+V. O PowerPoint e outros programas de apresentação tem várias opções de manipulação de imagem que você pode utilizar.

Considerações finais

É isso, agora você pode fazer suas próprias miniaturas, com baixo custo e total liberdade! Vá lá, jogue, se divirta, e finalmente use a regra para ataques de oportunidade!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Alguns pensamentos sobre as guerras táuricas

Alguns meses atrás eu finalmente adquiri o suplemento Guerras Táuricas!

(Som de soldados batendo nos escudos e gritando AEEEEEE!)

Eu não vou escrever uma resenha, tanto porque eu não sei, quanto porque já tem algumas ótimas na internet. Mais ainda, aposto que todos vocês já compraram o livro. Então eu vou só vou fazer umas considerações gerais...

Esse minotauro me dava medo!

 Eu sempre achei os minotauros de Arton um elemento muito interessante, não apenas por serem legais, mas porque eu os vi nascer! Eu comprei a Revista Tormenta número 2 na banca quando ela saiu! (Para os desavisados, foi nessa revista que pela primeira vez os minotauros de Arton foram mencionados). Eu vi Tauron subir de "aspecto da Divina Serpente" à deus maior. E muito mais tarde eu ouvi falar de umas tais guerras táuricas... Que eu NÃO acompanhei pela Dragonslayer. Então pra mim a maior parte do material do livro era novidade mesmo!

Antes de comprar o livro eu li essa resenha do Nume, onde ele critica alguns pontos da plausibilidade dos eventos narrados no livro... Mas eu achei a vitória dos minotauros altamente plausível! Pelos seguintes motivos:

Em primeiro lugar, devemos lembrar que minotauros dão ótimos guerreiros. Não apenas eles são mais fortes que os demais humanóides, como eles são muito bem treinados. Num combate corpo-a-corpo eles têm vantagens tanto no ataque (mais força, chifres) quando na defesa (couro grosso, maior resistência física) (leia: For+4, Con+2 CA+1 e chifres)

Depois, Tapista possui um dos maiores exércitos do Reinado, apenas Yuden e Deheon possuem exércitos numericamente comparáveis. Mas os exércitos destes dois reinos estão engajados em frentes de batalha contra a Tormenta e a Aliança Negra. Além disso, nenhum destes reinos foi invadido. Então, não apenas os minotauros possuem soldados melhores como detém a vantagem numérica.

Mais do que isso, acho que os minotauros são o único reino (do Reinado) que mantém uma armada numerosa e bem treinada. E eles usaram esta armada para atacar de surpresa por mar, enquanto o resto de seu exército atacava de surpresa por terra.

Recapitulando: Tapista é um reino com um exército numeroso e bem-treinado, que invadiu um punhado de reinos pequenos, com exércitos pequenos desqualificados. Não contentes eles atacaram em duas frentes e de surpresa.

A vitória faz todo sentido!
Os minotauros chegarem em todos os lugares mesmo!

Sobre a estabilização dos territórios


Outro ponto questionado internet afora foi a estabilização dos territórios pelos minotauros, realmente foi algo estranho, mas não totalmente implausível ao meu ver.
Imagine-se vivendo em um território dominado por uma elite que você não aprova. Todos acreditam que esta elite é imoral e só se preocupa com seus próprios interesses. Além disso, é exigido de você que coopere com esta elite através de sua força de trabalho, e seus filhos estão condenados a seguir o mesmo destino.

Bem vindo ao Brasil! Digo, Império de Tauron... Ou seja, nem sempre uma situação revoltante efetivamente provoca revoltas populares.

Mas não é (só) por isso que eu não achei a estabilização inverossímil. Pense como o cidadão comum, o cara com menos de 1,70 de altura, menos de 80 kg, sem armadura, sem espada e com uma família pra proteger. Aí sua cidade é invadida por centenas de minotauros. Homens com cara de boi, mais de 1,80 de altura, mais de 100kg de músculos, armadura, espada e treinamento espartano. E eles já mataram a metade dos guardas que não se rendeu.

Se você for contra os chifrudos morre ou vira escravo (sem falar no que acontece com sua esposa). Se ficar na sua, só precisa continuar pagando impostos. Você ia mesmo se revoltar? Arriscando morrer e ter sua mulher e possíveis irmãs e filhas "abrigadas" pelos minos? Talvez você se revoltasse, mas você acredita mesmo que a maior parte da população iria com você?

Esse é o estado atual das coisas, o cidadão comum pode até ser contra os minotauros, pode não gostar do estado atual das coisas, mas ele não vai fazer nada contra isso. Não sozinho, não sem uma liderança.

Então, eu não acho que o Império de Tauron tenha uma estabilidade perfeita, mas sua estabilidade tensa faz sentido, e é por isso que é interessante.

Mas Deheon não vai contra-atacar nunca? Vai ficar assim?

O 3o Reich durou para sempre? A União Soviética? O Império Ultramarino Português? Nenhuma conformação geopolítica é eterna, e é por isso que as guerras táuricas são interessantes. A situação atual do Reinado me lembra um duelo: algum dos lados vai atacar, algum dia. Se atacar cedo demais poderá perder terras, se demorar demais será atacado primeiro...

Se Deheon atacar agora, Thormy será executado. E Tapista ganhará um pretexto para atacar novamente.

Se Tapista atacar, o tenso equilíbrio dos territórios conquistados pode se desfazer. O nosso cidadão comum de 70 kg sente-se intimidado diante de uma legião ocupando sua cidade. Mas se essa legião for atacar Valkária e deixar apenas um punhado de soldados, a figura muda. Se nesse momento surgir um rebelde com meia dúzia de espadas e uma idéia na cabeça, coisas podem começar a acontecer.

Percebeu?

É por isso que eu gostei das Guerras Táuricas! Tanto a Tormenta quanto a Aliança Negra sempre foram inimigos distantes, contra os quais pouco se pode fazer, e contra os quais todos concordam que tem que lutar.

Os minotauros, por outro lado, estão aí do lado, estão aí em volta. E eles não são o mal absoluto, até ontem eram aliados! E de repente deu essa merda toda! Da mesma forma, de repente, tudo pode mudar de novo!
Aqui entra outra coisa fantástica: as guerras táuricas não estão apenas nos campos de batalha e tratados entre os nobres. Estão dentro da cabeça das pessoas! Será que os minotauros são mesmo piores que os nobres de sempre? Será que escravizar os criminosos é mesmo ruim? Será que Tauron está mesmo errado?

Concluindo, eu adorei o livro, adorei o evento Guerras Táuricas e espero que esse texto confuso sirva para inspirar aventuras envolvendo o conflito! Se você ainda não comprou o suplemento, compre, e se ainda não joga Tormenta, jogue! As imagens são do antigo seriado do Sítio do Picapau Amarelo que eu achei pelo google imagens mesmo.

sábado, 9 de abril de 2011

Magias alternativas para o Observador

Pouco tempo atrás eu fiz um facebook, o que na maior parte do tempo não me serve de muita coisa. Mas, nos jogos favoritos eu adicionei D&D, de modo que regularmente aparece alguma coisa sobre Dungeons & Dragons lá pra mim. Outro dia apareceu uma pergunta:

"Se você pudesse alterar um dos raios ópticos do Beholder, qual seria? Se estiver animado pode mudar todos!"

Temam o terrível observador!

Pois bem, eu fiquei uns minutos pensando e consegui chegar em dez novos poderes:

"1 - energy drain; 2 - fireball; 3 - create living dead; 4 - some sort of illness; 5 - turn into pudding; 6 - shrink enemy; 7 - stick to snake (good to use againt wizards); 8 - heat metal; 9 - insect plague; 10 - hypnotise"

Alguns nomes de magias estão trocados, algumas não existem, mas dá pra ter uma noção geral... aqui vão os poderes alternativos do beholder, digo observador, ajustados ao TormentaRPG.

(Lembre-se de adicionar o bônus de carisma do Observador à CD das magias. O Observador típico tem bônus de Carisma igual a +3)

Drenar Energia (CD 19 + Car) - como a magia homônima, drena 2d4 níveis de uma criatura.

Bola de Fogo (CD 13 + Car) - como a magia, causa 6d6 de dano.

Criar Mortos Vivos Menor (4o Círculo)- como a magia, transforma criaturas em zumbis ou esqueletos, dependendo do estado de decomposição. Um observador típico pode controlar até 22 níveis de mortos vivos.

Doença Plena (CD 16 + Car) - como a magia.

Transformar em Pudim de Ameixa (CD 14 + Car) - um clássico de Tormenta! É uma versão modifica de da magia Metamorfose, em que o alvo pode rolar um teste de vontade para negar o efeito. Caso o pudim seja danificado de qualquer forma, volta à forma normal.

Diminuir pessoas em massa (CD 14 + Car) - diminui até 5 criaturas em uma categoria de tamanho, como a magia homônima. Este poder é uma homenagem ao observador pigmeu!

Cajado em cobra (CD 13 + Car) - como a magia, boa para assustar magos e envenenar monges.

Esquentar metal (2o Círculo) - como a magia, é pra torrar o paladino dentro da armadura.

Praga de insetos (5o Círculo) - insetos atacam! Como na magia.

Hipnotizar (CD 14 + Car) - como a magia padrão prismático.

É isso galera, se você quiser surpreender ainda mais seus jogadores (já que um observador é sempre uma surpresa) use essas magias e aterrorize seus jogadores!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Guia dos Monstros de Tormenta!!!

Olá atormentados, monstruosos e tetrápodes em geral! Finalmente a Jambô anunciou o lançamento do megaboga esperado suplemento para TormentaRPG: Bestiário de Arton!

O Nume (um dos autores, por sinal) já tinha falado que o livro estava em vias de lançamento no .20, e o Leonel Caldela twitou que estava revisando o livro um dia desses... Mas agora é oficial! Tá na página da Jambô (link aí ao lado) e temos até a capa com um belo dragão azul.

Fiquei surpreso com a escolha do monstro. Mas adorei!
Outra novidade nada alardeada foi a revisão do Guia de Criação de Monstros de Tormenta! Nosso querido Guilherme da Jambô adicionou talentos para monstros (estavam fazendo falta) e novos poderes para nossas invenções malignas.

Pelas prévias liberadas, já podemos observar uma série de características altamente desejáveis no novo livro:

- Regras para os monstros humanóides como personagens. Isso amplia o leque de opções dos jogadores, além de facilitar a vida de mestres e blogueiros malucos que gostam de ficar inventando montros.

- Abordagem "Grupo de Ataque": a prévia mostra que a entrada sobre os trogloditas traz várias fichas diferentes, como ocorreu nos últimos livros do D&D 3.5 e ocorre na 4a edição. Isso facilita na hora de montar encontros e torna cada monstro muito mais útil.

- Novas ilustrações: sempre adoramos novas ilustrações! E eu adoro o estilo mangá medieval que sempre foi a marca de Tormenta. Logo na prévia já podemos ver uma ótima sucubus, somando com a ilustração da capa, minhas expectativas são de um livro lindo (como O Panteão ou o próprio Tormentão).

(Atualização!! Pelo fórum da Jambô o Nume afirmou que o Bestiário contará com cerca de 150 entradas de monstros, e mais de 200 fichas únicas! Ainda não teremos regras oficiais para bugbears (regras provisórias aqui), mas elas aparecerão no vindouro Guia das Raças. Animador, não!?)

É isso amigos, a Jambô está bombando com novos lançamentos e vamos ver se agora eu volto a postar regularmente no blog. Já tenho dois textos praticamente prontos pros próximos dias, e estou pensando em diversificar um pouco a abordagem do blog... aguardem!