quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tecnologia de Papel - miniaturas universais e customizáveis para RPG

Cansado de gastar toda a sua grana do estágio/iniciação científica em miniaturas D&D e depois comer pão com ovo até o fim do mês? Não agüenta mais usar o mesmo ciclope do RPGQuest como gigante, ogro, titã, troll atroz e até dragão? Exausto de explicar pros jogadores que o d30 não pode ser usado para jogadas de ataque, estando ali apenas para representar um ogro mago, observador ou chefe sahuagin? Seus problemas acabaram!

O ciclope o grifo e a medusa são do RPGQuest. O Beholder é do Livro dos Monstros, e o Golem eu desenhei.

Chegaram agora, agorinha mesmo, nesta postagem, as miniaturas customizáveis universais genéricas tabajara!

OK, chega disso...

A edição 3.5 do D&D (da qual eu gostei muito por sinal) trouxe as miniaturas e o tabuleiro quadriculado como elementos obrigatórios aos combates. Muita gente não gostou, mas quando eu tentei usar miniaturas no meu grupo, todos ficaram malucos!

Todos os jogadores (exceto um, ok) adoraram a idéia. Era um grupo bem porradeiro, metade das sessões de jogo era praticamente só porrada. E não saber onde cada um estava era um problema constante. É claro que os combates passaram a demorar mais com o uso de miniaturas, mas pela primeira vez pudemos usar as regras de ataque de oportunidade, por exemplo.

Mas eu preciso dizer que eu nunca comprei miniaturas de plástico ou metal, e nessa época ainda não tinha comprado meu RPGQuest Vol. 2. Então eu fui no PowerPoint e fiz umas miniaturas usando quadriláteros e linhas pontilhadas, é isso que está para download mais embaixo aqui no post. As miniaturas seguem o mesmo formato daquelas do RPGQuest e do StreetFighter RPG.


E os desenhos?

Não precisa ser nenhum gênio pra pensar em procurar imagens na internet e colar nas miniaturas... mas essa não é a única opção! Quando comecei com as miniaturas de papel, eu imprimia miniaturas com desenhos de silhuetas humanas (que eu roubei da ficha de GURPS). Os jogadores "customizavam" suas minis desenhando trajes e armas, e eu fazia o mesmo com os inimigos. Para os não humanóides eu imprimia a miniatura em branco (ou desenhava com a régua mesmo) e desenhava o monstro. Para que gosta de desenhar, uma ideia é fazer desenhos em tamanho A4 ou A5, escanear e usar na miniatura. A vantagem desse método é que você pode gerar miniaturas de monstros que você inventou, com as peculiaridades que você quiser.

O papel e a sustentação

Como não poderia deixar de ser, minhas primeiras miniaturas foram impressas em sulfitão vagabundo de gramatura 75g/m2. Nem preciso dizer que além de não pararem em pé, as malditas miniaturas voavam com qualquer respiração mais forte. A solução imediata, proposta pelos meus jogadores, foi usar um clipe de papel (que por sinal, é de metal) encaixado por baixo da miniatura. Com esse "lastro" a miniatura não caia nem voava. Mais do que isso, ás vezes levantava sozinha depois do personagem morrer!

Druida élfico de gênero incerto e escorpião gigante. O druida foi feito com sulfite comum.


Detalhe no clipe de sustentação do druida.

Mais tarde ainda eu achei na minha gaveta um bloco de papel cartonado de gramatura 180g/m2, reminiscente de antigas aulas de pintura em nanquim. Foi nessa época que eu comecei a desenhar os personagens para as miniaturas, afinal agora eu tinha material bom pra trabalhar! O golem da primeira foto foi feito dessa forma, eu fiz um desenho usando metade de uma folha A4 e imprimi numa miniatura de papel grosso. Impressoras jato de tinta comuns felizmente imprimem nesse papel grosso sem problemas, e com essa "densidade" de papel as miniaturas não voam nem caem sozinhas. Usando desenhos relativamente bons essas miniaturas em papel cartão ficam com aparência muito boa!

Trabalhando sem a impressora

Uma dica meio óbvia é que para monstros grandes e de desenho simples, a régua e a caneta são ótimas opções! Um monstro enorme já consome muito papel, mas precisa de poucas linhas, e desenhar uma lesma, elemental ou centopéia gigante não é difícil.

Centopéia gigante feita com caneta, régua e um pedaço de papel reciclado. Nesse caso dois clipes de sustentação são necessários, um de cada lado.

The Grid!

Sobre o tabuleiro agora. Por um bom tempo eu usei um tabuleiro formado por uma duas folhas A4 quadriculadas coladas em cima de uma cartolina. Mais tarde eu faria uma versão maior, e por fim usaria o grid do Livro do Mestre 3.5. Hoje em dia você pode comprar um RPGQuest ou o grid do Old Dragon, este último tendo a vantagem de você poder rabiscá-lo e apagar depois. Eu já pensei em usar tabuleiro de xadrez, mas nunca tive coragem...

Downloads

Temos aqui para download um arquivo ppt com miniaturas de tamanho médio e grande, uma folha com várias minis encaixadas e um grid quadriculado.

Para adicionar as imagens de sua preferência vá no menu Inserir -> Imagem, ou use o bom e velho CTRL+C CTRL+V. O PowerPoint e outros programas de apresentação tem várias opções de manipulação de imagem que você pode utilizar.

Considerações finais

É isso, agora você pode fazer suas próprias miniaturas, com baixo custo e total liberdade! Vá lá, jogue, se divirta, e finalmente use a regra para ataques de oportunidade!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Alguns pensamentos sobre as guerras táuricas

Alguns meses atrás eu finalmente adquiri o suplemento Guerras Táuricas!

(Som de soldados batendo nos escudos e gritando AEEEEEE!)

Eu não vou escrever uma resenha, tanto porque eu não sei, quanto porque já tem algumas ótimas na internet. Mais ainda, aposto que todos vocês já compraram o livro. Então eu vou só vou fazer umas considerações gerais...

Esse minotauro me dava medo!

 Eu sempre achei os minotauros de Arton um elemento muito interessante, não apenas por serem legais, mas porque eu os vi nascer! Eu comprei a Revista Tormenta número 2 na banca quando ela saiu! (Para os desavisados, foi nessa revista que pela primeira vez os minotauros de Arton foram mencionados). Eu vi Tauron subir de "aspecto da Divina Serpente" à deus maior. E muito mais tarde eu ouvi falar de umas tais guerras táuricas... Que eu NÃO acompanhei pela Dragonslayer. Então pra mim a maior parte do material do livro era novidade mesmo!

Antes de comprar o livro eu li essa resenha do Nume, onde ele critica alguns pontos da plausibilidade dos eventos narrados no livro... Mas eu achei a vitória dos minotauros altamente plausível! Pelos seguintes motivos:

Em primeiro lugar, devemos lembrar que minotauros dão ótimos guerreiros. Não apenas eles são mais fortes que os demais humanóides, como eles são muito bem treinados. Num combate corpo-a-corpo eles têm vantagens tanto no ataque (mais força, chifres) quando na defesa (couro grosso, maior resistência física) (leia: For+4, Con+2 CA+1 e chifres)

Depois, Tapista possui um dos maiores exércitos do Reinado, apenas Yuden e Deheon possuem exércitos numericamente comparáveis. Mas os exércitos destes dois reinos estão engajados em frentes de batalha contra a Tormenta e a Aliança Negra. Além disso, nenhum destes reinos foi invadido. Então, não apenas os minotauros possuem soldados melhores como detém a vantagem numérica.

Mais do que isso, acho que os minotauros são o único reino (do Reinado) que mantém uma armada numerosa e bem treinada. E eles usaram esta armada para atacar de surpresa por mar, enquanto o resto de seu exército atacava de surpresa por terra.

Recapitulando: Tapista é um reino com um exército numeroso e bem-treinado, que invadiu um punhado de reinos pequenos, com exércitos pequenos desqualificados. Não contentes eles atacaram em duas frentes e de surpresa.

A vitória faz todo sentido!
Os minotauros chegarem em todos os lugares mesmo!

Sobre a estabilização dos territórios


Outro ponto questionado internet afora foi a estabilização dos territórios pelos minotauros, realmente foi algo estranho, mas não totalmente implausível ao meu ver.
Imagine-se vivendo em um território dominado por uma elite que você não aprova. Todos acreditam que esta elite é imoral e só se preocupa com seus próprios interesses. Além disso, é exigido de você que coopere com esta elite através de sua força de trabalho, e seus filhos estão condenados a seguir o mesmo destino.

Bem vindo ao Brasil! Digo, Império de Tauron... Ou seja, nem sempre uma situação revoltante efetivamente provoca revoltas populares.

Mas não é (só) por isso que eu não achei a estabilização inverossímil. Pense como o cidadão comum, o cara com menos de 1,70 de altura, menos de 80 kg, sem armadura, sem espada e com uma família pra proteger. Aí sua cidade é invadida por centenas de minotauros. Homens com cara de boi, mais de 1,80 de altura, mais de 100kg de músculos, armadura, espada e treinamento espartano. E eles já mataram a metade dos guardas que não se rendeu.

Se você for contra os chifrudos morre ou vira escravo (sem falar no que acontece com sua esposa). Se ficar na sua, só precisa continuar pagando impostos. Você ia mesmo se revoltar? Arriscando morrer e ter sua mulher e possíveis irmãs e filhas "abrigadas" pelos minos? Talvez você se revoltasse, mas você acredita mesmo que a maior parte da população iria com você?

Esse é o estado atual das coisas, o cidadão comum pode até ser contra os minotauros, pode não gostar do estado atual das coisas, mas ele não vai fazer nada contra isso. Não sozinho, não sem uma liderança.

Então, eu não acho que o Império de Tauron tenha uma estabilidade perfeita, mas sua estabilidade tensa faz sentido, e é por isso que é interessante.

Mas Deheon não vai contra-atacar nunca? Vai ficar assim?

O 3o Reich durou para sempre? A União Soviética? O Império Ultramarino Português? Nenhuma conformação geopolítica é eterna, e é por isso que as guerras táuricas são interessantes. A situação atual do Reinado me lembra um duelo: algum dos lados vai atacar, algum dia. Se atacar cedo demais poderá perder terras, se demorar demais será atacado primeiro...

Se Deheon atacar agora, Thormy será executado. E Tapista ganhará um pretexto para atacar novamente.

Se Tapista atacar, o tenso equilíbrio dos territórios conquistados pode se desfazer. O nosso cidadão comum de 70 kg sente-se intimidado diante de uma legião ocupando sua cidade. Mas se essa legião for atacar Valkária e deixar apenas um punhado de soldados, a figura muda. Se nesse momento surgir um rebelde com meia dúzia de espadas e uma idéia na cabeça, coisas podem começar a acontecer.

Percebeu?

É por isso que eu gostei das Guerras Táuricas! Tanto a Tormenta quanto a Aliança Negra sempre foram inimigos distantes, contra os quais pouco se pode fazer, e contra os quais todos concordam que tem que lutar.

Os minotauros, por outro lado, estão aí do lado, estão aí em volta. E eles não são o mal absoluto, até ontem eram aliados! E de repente deu essa merda toda! Da mesma forma, de repente, tudo pode mudar de novo!
Aqui entra outra coisa fantástica: as guerras táuricas não estão apenas nos campos de batalha e tratados entre os nobres. Estão dentro da cabeça das pessoas! Será que os minotauros são mesmo piores que os nobres de sempre? Será que escravizar os criminosos é mesmo ruim? Será que Tauron está mesmo errado?

Concluindo, eu adorei o livro, adorei o evento Guerras Táuricas e espero que esse texto confuso sirva para inspirar aventuras envolvendo o conflito! Se você ainda não comprou o suplemento, compre, e se ainda não joga Tormenta, jogue! As imagens são do antigo seriado do Sítio do Picapau Amarelo que eu achei pelo google imagens mesmo.

sábado, 9 de abril de 2011

Magias alternativas para o Observador

Pouco tempo atrás eu fiz um facebook, o que na maior parte do tempo não me serve de muita coisa. Mas, nos jogos favoritos eu adicionei D&D, de modo que regularmente aparece alguma coisa sobre Dungeons & Dragons lá pra mim. Outro dia apareceu uma pergunta:

"Se você pudesse alterar um dos raios ópticos do Beholder, qual seria? Se estiver animado pode mudar todos!"

Temam o terrível observador!

Pois bem, eu fiquei uns minutos pensando e consegui chegar em dez novos poderes:

"1 - energy drain; 2 - fireball; 3 - create living dead; 4 - some sort of illness; 5 - turn into pudding; 6 - shrink enemy; 7 - stick to snake (good to use againt wizards); 8 - heat metal; 9 - insect plague; 10 - hypnotise"

Alguns nomes de magias estão trocados, algumas não existem, mas dá pra ter uma noção geral... aqui vão os poderes alternativos do beholder, digo observador, ajustados ao TormentaRPG.

(Lembre-se de adicionar o bônus de carisma do Observador à CD das magias. O Observador típico tem bônus de Carisma igual a +3)

Drenar Energia (CD 19 + Car) - como a magia homônima, drena 2d4 níveis de uma criatura.

Bola de Fogo (CD 13 + Car) - como a magia, causa 6d6 de dano.

Criar Mortos Vivos Menor (4o Círculo)- como a magia, transforma criaturas em zumbis ou esqueletos, dependendo do estado de decomposição. Um observador típico pode controlar até 22 níveis de mortos vivos.

Doença Plena (CD 16 + Car) - como a magia.

Transformar em Pudim de Ameixa (CD 14 + Car) - um clássico de Tormenta! É uma versão modifica de da magia Metamorfose, em que o alvo pode rolar um teste de vontade para negar o efeito. Caso o pudim seja danificado de qualquer forma, volta à forma normal.

Diminuir pessoas em massa (CD 14 + Car) - diminui até 5 criaturas em uma categoria de tamanho, como a magia homônima. Este poder é uma homenagem ao observador pigmeu!

Cajado em cobra (CD 13 + Car) - como a magia, boa para assustar magos e envenenar monges.

Esquentar metal (2o Círculo) - como a magia, é pra torrar o paladino dentro da armadura.

Praga de insetos (5o Círculo) - insetos atacam! Como na magia.

Hipnotizar (CD 14 + Car) - como a magia padrão prismático.

É isso galera, se você quiser surpreender ainda mais seus jogadores (já que um observador é sempre uma surpresa) use essas magias e aterrorize seus jogadores!